Bem vindo ao Caudata Mania

Este blog foi criado com o intento de promover, em Portugal, este fantástico hoobie que é a manutenção de caudatas (tritões e salamandras) em cativeiro. Neste, iremos encontrar conselhos básicos para uma boa iniciação, assim como fotos ilustrativas e artigos informativos. Se já é um perito divirta-se, participando com novas ideias e opiniões. O Caudata-Mania estará em constante evolução. O que é hoje, não é o que era ontem, nem será o que irá ser amanhã. Acompanhe-o e esteja atento às novidades!
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sábado, 14 de maio de 2011

Curiosidades


Com provas dadas por diversos paleontólogos, os quais encontraram fósseis com aproximadamente 165 milhões de anos na China e na Mongólia, pensa-se que as salamandras estão entre os habitantes mais antigos do planeta. Na antiguidade clássica as salamandras já eram aludidas pelo homem.


Vejamos como as descreveu Gaius Plinius Secundus, um nobre romano, cientista e historiador que morreu na erupção do Vesúvio em 79 D.C, o qual à posteriori havia de ficar conhecido por Plínio, O Velho: …é um animal similar ao lagarto em formato, com o corpo todo estrelado…nunca é visto a não ser sob chuva forte e desaparece assim que o tempo melhora... Tal descrição é plausível se tivermos em conta a aparência e o comportamento da salamandra comum ou salamandra de fogo, Salamandra salamandra.


Ainda hoje se crê que as salamandras podem viver no meio do fogo, pois é usual ver estes animais a abandonar os troncos quando estão a arder. Além disso, o facto de terem uma coloração invulgar foi decisivo para a sua conotação como animais demoníacos. Esta crença remonta à Idade Média e ainda hoje persiste o medo e a repugnância por estes animais embora não existam razões para tal.


As salamandras tiveram, na antiga medicina, uma grande reputação, pois as suas cinzas eram utilizadas na cicatrização de úlceras. Nos nossos dias ainda são consideradas nalguns sítios excelentes vermífugos e, noutros locais, como antídotos para curar feridas produzidas pelo veneno das serpentes.

Fotos
Salamandra salamandra
Salamandra salamandra fastuosa

Fonte: Naturlink

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Como evitar fugas indesejadas

Por incrível que pareça a principal causa de morte dos tritões e salamandras mantidos em cativeiro, não são doenças nem outros quaisquer factores, mas sim as fugas das suas instalações. Infelizmente, por norma todos os entusiastas deste hoobie ficam a sabê-lo da pior maneira, pois quando se apercebem da astucia dos animais já é tarde de mais. A subirem pelos fios fazem lembrar esquilos e no que diz respeito a entrarem em orifícios, desde que a cabeça passe o resto também irá passar. Por tal só ficamos cientes deste perigo quando tal nos acontece a nós! Quando os animais são encontrados por norma estão mortos e ressequidos devido à perda da humidade corporal.


O uso de filtros externos em instalações para anfíbios caudados é meio caminho andado para a fuga destes, por tal o uso de filtros internos só não é aconselhável como obrigatório.


Deixar a passagem dos cabos eléctricos deste modo é um forte convite à fuga dos animais.


Se proceder tal como na imagem em cima, a hipótese de vir a ter uma fuga indesejada é muito remota.

Fonte: http://www.caudata.org/cc/articles/escape.shtml

terça-feira, 22 de março de 2011

Cyprinus carpio/Tritão de fogo

Será uma espécie alienígena ou algum artigo pirotécnico?



Há dias um conhecido meu entrou num estabelecimento de animais de estimação e depois de dar uma volta pelas instalações deparou-se com alguns tritões, tal como os comuns dos mortais lhes gostam de chamar. Não vou aqui comentar como estavam alojados, simplesmente porque desconheço, no entanto imagino que péssimamente. Conversa para aqui, conversa para ali, quando chegou o momento em que se abordou o nome da espécie, o responsável pela loja respondeu: Cyprinus carpio, também conhecido por Tritão de fogo. É óbvio que o meu conhecido sabia muito bem de que espécie de caudado se tratava na realidade. Depois de esbugalhar os olhos, tal resposta monstruosa, muito simpaticamente chamou a atenção do dito cujo para o engano, oferecendo-se para lhe facultar o real nome da espécie. Ao que respondeu o sujeito " Não se preocupe que nós depois vimos na Net".


Depois de rir à gargalhada, após escutar esta hilariante história, achei por bem desenvolver este artigo, para que se veja tal como é grande a estupidez do pessoal deste género de estabelicimentos. E que tal começar a dar formação a esta gente, Sr. Primeiro Ministro?


A propósito e como não podia deixar de ser a espécie dos animais em questão era: Pachytriton labiatus.