Bem vindo ao Caudata Mania

Este blog foi criado com o intento de promover, em Portugal, este fantástico hoobie que é a manutenção de caudatas (tritões e salamandras) em cativeiro. Neste, iremos encontrar conselhos básicos para uma boa iniciação, assim como fotos ilustrativas e artigos informativos. Se já é um perito divirta-se, participando com novas ideias e opiniões. O Caudata-Mania estará em constante evolução. O que é hoje, não é o que era ontem, nem será o que irá ser amanhã. Acompanhe-o e esteja atento às novidades!
Mostrar mensagens com a etiqueta anfíbios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta anfíbios. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Como manusear os nossos anfíbios caudados

Porque devemos aprender como fazê-lo? As respostas a esta questão são três, em primeiro lugar por serem animais que libertam toxinas através da pele, as quais nos podem ser prejudiciais, em segundo por stressarem muito facilmente e em terceiro porque a sua pele é muito absorvente, podendo absorver qualquer substância prejudicial à sua saúde, na qual possamos ter mexido anteriormente. Apenas o devemos fazer em casos que o justifiquem, tais como: mudança de instalações,tratamento e transporte.
A primeira medida a tomar passa por lavarmos as mãos. Somente com água fria, e isto porque todos os produtos que habitualmente usamos para o fazer são nocivos para os nossos animais. A água fria só não arrefece a nossa temperatura, a qual lhes pode provocar stress, como também elimina o sal que a nossa pele contém devido ao suor. O período de tempo do manuseamento deve ser o mais breve possível e depois de o fazermos devemos lavar (normalmente) as mãos, antes que caiamos na tentação de as levar aos olhos ou à boca. Pois o envenenamento em humanos dá-se por tal e também pelo facto de as toxinas entrarem na nossa corrente sanguínea. Se tivermos feridas nas mãos é prudente que não os manuseemos e caso tenhas problemas de pele umas luvas de plástico devem ser usadas. Crianças e outros animais de estimação devem ser afastados, a fim de evitar males maiores. Se quiser um animal para fazer festinhas e dar beijinhos compre um cão!
Para saber mais.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fungo que provoca a quitridiomicose

A quitridiomicose danifica o processo de transferência de electrólitos através da pele, causando desequilíbrios que conduzem a uma paragem cardíaca. Resta saber exactamente como o fenómeno se processa para desenvolver uma cura.





A quitridiomicose é, a par da destruição de habitat, a mais importante ameaça à sobrevivência das populações de anfíbios, que constituem o grupo de vertebrados terrestres em situação mais crítica, com 1/3 das espécies em risco de extinção.

O fungo que provoca a quitridiomicose foi identificado pela primeira vez há 10 anos e actualmente afecta anfíbios nos 5 continentes, tendo já causado algumas extinções. Embora haja algumas teorias sobre como é que o fungo debilita o organismo dos anfíbios o seu mecanismo de actuação permanece por desvendar, tornando difícil o combate a esta ameaça à sobrevivência dos anfíbios.

No entanto, um grupo de cientistas maioritariamente australianos, levou a cabo um estudo com rãs afectadas pela micose que obteve resultados elucidativos, embora seja necessário estudar outras espécies para confirmar as descobertas.

Os investigadores analisaram amostras de pele de rãs verdes arborícolas infectadas pelo fungo tendo concluído que a passagem de electrólitos como o sódio e o potássio se encontrava danificada, com os animais doentes a registarem níveis de potássio equivalentes a metade do normal.

Este desequilíbrio é em humanos, causa potencial de paragem cardíaca e, de facto, os electrocardiogramas realizados a rãs verdes arborícolas doentes umas horas antes da sua morte revelavam alterações no ritmo cardíaco, culminando com paragem. Por outro lado, a administração de medicamentos que restauram o equilíbrio de electrólitos resultou numa melhoria temporária. Parece assim ser que o fungo da quitridiomicose causa um desequilíbrio electrolítico que acaba por afectar o coração.

O próximo passo é descobrir como exactamente é que o fungo Batrachochytrium dendrobatidis causa este desequilíbrio nos níveis de sódio para poder desenvolver uma “cura”. Alguns estudos sugerem que alguns anfíbios possuem na sua pele bactérias que lhes conferem protecção por isso pode ser que o estudo do modo actuação da Batrachochytrium dendrobatidis facilite a identificação dessas bactérias.

Fonte: Naturlink

terça-feira, 22 de março de 2011

Cyprinus carpio/Tritão de fogo

Será uma espécie alienígena ou algum artigo pirotécnico?



Há dias um conhecido meu entrou num estabelecimento de animais de estimação e depois de dar uma volta pelas instalações deparou-se com alguns tritões, tal como os comuns dos mortais lhes gostam de chamar. Não vou aqui comentar como estavam alojados, simplesmente porque desconheço, no entanto imagino que péssimamente. Conversa para aqui, conversa para ali, quando chegou o momento em que se abordou o nome da espécie, o responsável pela loja respondeu: Cyprinus carpio, também conhecido por Tritão de fogo. É óbvio que o meu conhecido sabia muito bem de que espécie de caudado se tratava na realidade. Depois de esbugalhar os olhos, tal resposta monstruosa, muito simpaticamente chamou a atenção do dito cujo para o engano, oferecendo-se para lhe facultar o real nome da espécie. Ao que respondeu o sujeito " Não se preocupe que nós depois vimos na Net".


Depois de rir à gargalhada, após escutar esta hilariante história, achei por bem desenvolver este artigo, para que se veja tal como é grande a estupidez do pessoal deste género de estabelicimentos. E que tal começar a dar formação a esta gente, Sr. Primeiro Ministro?


A propósito e como não podia deixar de ser a espécie dos animais em questão era: Pachytriton labiatus.